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Chacina Familiar no DF: Cinco Condenados a Mais de 1.200 Anos por Assassinatos Brutais e Ganância por Chácara de R$ 2 Milhões

Chacina Familiar no DF: Cinco Condenados a Mais de 1.200 Anos por Assassinatos Brutais e Ganância por Chácara de R$ 2 Milhões

Chacina Familiar no DF: Cinco Condenados a Mais de 1.200 Anos por Assassinatos Brutais e Ganância por Chácara de R$ 2 Milhões O Tribunal do Júri de Planaltina proferiu uma decisão histórica na noite de sábado (18), condenando cinco réus pela brutal chacina que vitimou dez membros de uma mesma família no Distrito Federal. O […]

Resumo

Chacina Familiar no DF: Cinco Condenados a Mais de 1.200 Anos por Assassinatos Brutais e Ganância por Chácara de R$ 2 Milhões

O Tribunal do Júri de Planaltina proferiu uma decisão histórica na noite de sábado (18), condenando cinco réus pela brutal chacina que vitimou dez membros de uma mesma família no Distrito Federal. O caso, chocado o país, agora tem suas primeiras sentenças, totalizando mais de 1.200 anos de reclusão.

Os crimes hediondos ocorreram entre o final de dezembro de 2022 e meados de janeiro de 2023, motivados por um plano cruel de controle e venda de uma chácara avaliada em R$ 2 milhões. A ganância dos acusados levou à eliminação de todas as vítimas, na tentativa de se apossarem do imóvel.

Conforme divulgado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o conselho de sentença, composto por sete jurados, considerou os réus culpados por uma série de crimes graves, incluindo homicídios qualificados, roubo, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro, fraude processual, associação criminosa e corrupção de menor.

Detalhamento das Penas e Crimes

As condenações individuais somam um total impressionante, refletindo a gravidade dos delitos cometidos. Gideon Batista de Menezes foi sentenciado a 397 anos, oito meses e quatro dias de reclusão, além de um ano e cinco meses de detenção. Seus crimes incluem extorsão qualificada, extorsão mediante sequestro com resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada e roubo majorado.

Carlomam dos Santos Nogueira recebeu pena de 351 anos, um mês e quatro dias de reclusão, mais 11 meses de detenção. As acusações são as mesmas de Gideon, abrangendo os mesmos crimes hediondos cometidos contra a família.

Horácio Carlos Ferreira Barbosa foi condenado a 300 anos, seis meses e dois dias de reclusão, além de um ano de detenção. A lista de crimes também inclui extorsão qualificada, sequestro com resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada, roubo majorado e fraude processual.

Fabrício Silva Canhedo terá que cumprir 202 anos, seis meses e 28 dias de reclusão, somados a um ano de detenção. Ele foi condenado por extorsão qualificada, corrupção de menores, ocultação e destruição de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada, roubo majorado e fraude processual.

O único réu com pena significativamente menor é Carlos Henrique Alves da Silva, sentenciado a dois anos de reclusão pelo crime de cárcere privado. Ele é o único que poderá cumprir a pena em regime semiaberto, com possibilidade de trabalhar ou estudar fora da unidade prisional, mediante autorização judicial.

A Tragédia que Chocou o DF

As vítimas desta chacina brutal incluem a cabeleireira Elizamar Silva, 39 anos, seu marido Thiago Gabriel Belchior, 30 anos, e seus três filhos: Rafael da Silva, 6 anos, Rafaela da Silva, 6 anos, e Gabriel da Silva, 7 anos. A família completa foi dizimada.

Também foram assassinados Marcos Antônnio Lopes de Oliveira, 54 anos, pai de Thiago; Renata Juliene Belchior, 52 anos, mãe de Thiago; e Gabriela Belchior, 25 anos, irmã de Thiago. A crueldade se estendeu ainda a Cláudia Regina Marques de Oliveira, 54 anos, ex-mulher de Marcos Antônnio, e sua filha Ana Beatriz Marques de Oliveira, 19 anos.

Justiça e o Legado da Dor

O juiz Taciano Vogado Rodrigues Junior, que presidiu o caso, dirigiu-se aos familiares após a sentença, afirmando que “a Justiça entregou, nos limites constitucionais do processo penal, a resposta que lhe cabia, sem ignorar a dimensão irreparável da dor vivida pelas famílias.”

O julgamento, que durou seis dias e contou com a participação de 18 testemunhas, demonstrou a complexidade e a gravidade dos crimes. Os réus condenados e presos ainda têm o direito de recorrer da decisão judicial.

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