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Lula propõe união da América Latina para dominar minerais críticos: "Reescrever a história" com recursos regionais

Lula propõe união da América Latina para dominar minerais críticos: “Reescrever a história” com recursos regionais

Lula defende integração regional e uso soberano de minerais críticos em cúpula da Celac O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs uma nova era de cooperação e soberania para a América Latina e o Caribe. O foco principal é o controle e a exploração estratégica dos minerais críticos, essenciais para o futuro tecnológico e […]

Resumo

Lula defende integração regional e uso soberano de minerais críticos em cúpula da Celac

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs uma nova era de cooperação e soberania para a América Latina e o Caribe. O foco principal é o controle e a exploração estratégica dos minerais críticos, essenciais para o futuro tecnológico e energético global.

Em discurso lido pelo chanceler Mauro Vieira durante a 10ª Cúpula da Celac em Bogotá, Lula enfatizou a necessidade de a região aproveitar suas próprias riquezas para impulsionar o desenvolvimento interno, evitando que outras nações se beneficiem às suas custas.

A proposta visa fortalecer o poder de barganha dos países latino-americanos e caribenhos junto a investidores internacionais, através da criação de um marco regional com parâmetros comuns. As informações foram divulgadas durante o evento na Colômbia.

América Latina: Potencial inexplorado em minerais críticos

Lula destacou o imenso potencial da América Latina, que detém a segunda maior reserva mundial de minerais críticos e terras raras. Esses insumos são fundamentais para a produção de componentes de alta tecnologia, como chips, baterias e painéis solares, peças-chave na revolução digital e na transição energética global.

O presidente defendeu que a região participe ativamente de todas as etapas da cadeia de valor desses minérios, desde a extração até o beneficiamento, reciclagem e a fabricação de produtos finais. Isso garantiria maior valor agregado e desenvolvimento local.

Integração regional como escudo contra instabilidade

O fortalecimento da integração regional foi apontado por Lula como um pilar fundamental diante do cenário de instabilidade política e geopolítica mundial. Segundo o presidente, a falta de articulação entre os países da região aumenta a vulnerabilidade a pressões externas e limita a capacidade de resposta a desafios comuns.

“A América Latina e o Caribe não cabem no quintal de ninguém”, declarou Lula, ressaltando que a união regional é crucial para “sobreviver às turbulências da economia e da geopolítica mundial”. Ele considera a Celac o “maior esforço já feito para afirmar a identidade própria da América Latina e do Caribe no cenário internacional”.

A expansão do comércio intrarregional, a integração das cadeias produtivas e o fortalecimento de blocos como o Mercosul são vistos como instrumentos essenciais para ampliar a soberania e o desenvolvimento dos países da região.

Diálogo global e superação do subdesenvolvimento

Lula também abordou a importância do diálogo com outros países e blocos, como China, União Europeia e África, mantido durante a presidência colombiana da Celac. Ele lamentou que a região, apesar de seu vasto potencial em recursos naturais, energia, biodiversidade e agricultura, ainda enfrente profundas desigualdades e dependência tecnológica.

“O que nos falta para romper esse ciclo de subdesenvolvimento é liderança política”, afirmou o presidente, defendendo que a região precisa reconhecer e aproveitar melhor seu próprio potencial.

Infraestrutura e combate ao crime organizado

A integração da infraestrutura regional, com rotas terrestres, aquáticas e aéreas que conectem o Atlântico ao Pacífico, foi outra prioridade destacada por Lula. A interligação das redes elétricas, por exemplo, poderia garantir e reduzir o custo da oferta de energia.

Em relação ao crime organizado, Lula enfatizou que a desarticulação regional favorece essas atividades. Ele defendeu a colaboração entre os países para combater a fraude, o fluxo de armas, a lavagem de dinheiro e a regulamentação de criptomoedas, alertando que “ações pontuais geram resultados momentâneos”.

O presidente mencionou o Projeto de Lei Antifacção do Brasil como uma iniciativa para agilizar investigações, sufocar o financiamento de facções e aprimorar a responsabilização de grupos violentos, buscando fortalecer as instituições e a atuação das polícias em combate ao crime interestadual e internacional.

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