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Casal é preso no Rio por roubar e vender remédios oncológicos perigosos; Justiça decreta prisão preventiva

Casal é preso no Rio por roubar e vender remédios oncológicos perigosos; Justiça decreta prisão preventiva

Justiça do Rio decreta prisão preventiva de casal suspeito de roubar e vender remédios de alto custo A Justiça do Rio de Janeiro tomou uma decisão importante ao determinar a prisão preventiva de um casal investigado por roubar e comercializar ilegalmente medicamentos de alto valor, com foco em fármacos oncológicos. O estudante de direito Guilherme […]

Resumo

Justiça do Rio decreta prisão preventiva de casal suspeito de roubar e vender remédios de alto custo

A Justiça do Rio de Janeiro tomou uma decisão importante ao determinar a prisão preventiva de um casal investigado por roubar e comercializar ilegalmente medicamentos de alto valor, com foco em fármacos oncológicos.

O estudante de direito Guilherme Silva Lopes de Sena e a enfermeira Fernanda Rodrigues de França foram detidos em flagrante na última terça-feira e, após audiência de custódia, tiveram a prisão convertida para preventiva, indicando a gravidade das acusações.

Entre os itens apreendidos, estão remédios essenciais para o tratamento de leucemias e linfomas, que eram vendidos por preços exorbitantes, chegando a R$ 34.920 por caixa. Conforme apurado, a comercialização desses produtos representava um grave risco à saúde pública, conforme informação divulgada pela Justiça.

Medicamentos sem eficácia e com lotes falsos apreendidos

As investigações revelaram que os medicamentos em posse do casal não possuíam eficácia terapêutica comprovada e, o que é ainda mais alarmante, apresentavam lotes que não constavam nos registros oficiais dos fabricantes. Essa fraude colocava em xeque o direito à vida de pacientes que dependiam desses tratamentos.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, as autoridades encontraram uma vasta quantidade de produtos, incluindo insulina, quimioterápicos, anestésicos controlados, morfina, antibióticos e outros materiais hospitalares de alto valor comercial. Os suspeitos não apresentaram qualquer documentação fiscal ou autorização legal para a posse e armazenamento desses itens.

Acusações e desdobramentos legais

Na audiência de custódia, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apresentou indícios robustos da prática de crime contra a saúde pública, que pune a importação, venda, depósito ou distribuição de produtos farmacêuticos sem registro na Anvisa.

Além disso, a promotoria solicitou a inclusão do delito de organização criminosa no caso. Essa solicitação se baseia em evidências que apontam para uma atuação integrada dos investigados com um grupo dedicado ao roubo e à distribuição ilícita de cargas de medicamentos, evidenciando um esquema complexo e perigoso.

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