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Acordo no Congresso: Fundo Social Livre do Socorro ao Agronegócio, Crise Rural Ganha Novas Regras

Acordo no Congresso: Fundo Social Livre do Socorro ao Agronegócio, Crise Rural Ganha Novas Regras

Fundo Social é blindado de socorro ao agronegócio após acordo entre Congresso e Executivo O Congresso Nacional e o governo federal chegaram a um consenso crucial para a renegociação das dívidas rurais. Um acordo foi selado para **excluir a previsão de uso de recursos do Fundo Social** em projetos destinados a socorrer o setor agropecuário. […]

Resumo

Fundo Social é blindado de socorro ao agronegócio após acordo entre Congresso e Executivo

O Congresso Nacional e o governo federal chegaram a um consenso crucial para a renegociação das dívidas rurais. Um acordo foi selado para **excluir a previsão de uso de recursos do Fundo Social** em projetos destinados a socorrer o setor agropecuário. A proposta inicial, que previa a utilização dessas verbas, enfrentava forte resistência da equipe econômica do governo.

A confirmação veio após uma reunião entre parlamentares e integrantes do governo no Ministério da Fazenda. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) confirmou o acordo, que deve permitir a retomada das discussões do projeto de lei nesta quarta-feira (27), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A expectativa é de um entendimento consolidado entre os poderes.

Com a retirada do trecho polêmico, o financiamento para a renegociação das dívidas rurais será buscado em outras fontes, principalmente no Tesouro Nacional. A medida visa preservar a finalidade original do Fundo Social, criado para destinar recursos a áreas essenciais como educação, saúde e combate à pobreza, provenientes da exploração do petróleo do pré-sal.

Tesouro Nacional assume o financiamento das dívidas rurais

O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), explicou que o **Tesouro Nacional será o responsável por custear a iniciativa** de renegociação das dívidas rurais. Ele destacou que o valor a ser destinado dependerá da definição dos critérios de elegibilidade, que ainda estão em debate entre o governo e os parlamentares. Pimenta ressaltou que ainda não há uma estimativa oficial do volume total de dívidas que poderão ser renegociadas.

Novas condições e prazos mais flexíveis para produtores

O acordo também estabelece novas condições para os produtores rurais que buscarem a renegociação. Uma das principais mudanças é o aumento do prazo de carência, que passará de um para dois anos, permitindo que os agricultores tenham mais tempo antes de iniciar o pagamento das parcelas. Além disso, o prazo total para quitação das dívidas foi ampliado de seis para até dez anos.

As taxas de juros serão diferenciadas, variando de acordo com o porte do produtor rural. Os critérios finais para essa diferenciação ainda estão sendo discutidos. A ideia é oferecer condições mais adequadas à realidade de cada tipo de produtor, buscando garantir a sustentabilidade da renegociação.

Critérios climáticos ganham destaque na renegociação

Uma das propostas em análise prevê a **priorização de produtores que foram afetados por eventos climáticos extremos** em suas lavouras. Segundo Paulo Pimenta, agricultores que tiveram duas safras impactadas por questões climáticas poderão ter acesso a regras mais favoráveis dentro do programa de renegociação. Essa medida visa amparar aqueles que sofreram perdas significativas devido a fatores fora de seu controle.

Produtores que não se enquadrarem nessas condições específicas de eventos climáticos também poderão aderir ao refinanciamento, mas em termos distintos. O objetivo é criar um programa abrangente que atenda a diferentes necessidades dentro do setor agropecuário, sempre buscando o diálogo e o consenso.

Avanço por Projeto de Lei em vez de Medida Provisória

Com o acordo costurado entre o Congresso e o Executivo, a tendência é que o tema avance por meio do **projeto de lei já em tramitação**, evitando a necessidade de uma Medida Provisória (MP). O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator do projeto, considera essa uma forma mais segura e democrática de tratar da renegociação das dívidas rurais, garantindo maior participação e debate de todos os envolvidos.

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