RÁDIO SÃO LUÍS

Uma Boa música com notícias

Maranhão

São Luís

Política

Economia

Tecnologia

Mundo

Esportes

Cultura

Segurança

Mais

[rank_math_breadcrumb]
Doméstica resgatada em Nova Iguaçu receberá R$ 645 mil após 52 anos de trabalho análogo à escravidão

Doméstica resgatada em Nova Iguaçu receberá R$ 645 mil após 52 anos de trabalho análogo à escravidão

O caso que chocou o Rio de Janeiro Uma trabalhadora doméstica de 69 anos, resgatada em condições análogas à escravidão em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, em julho deste ano, receberá uma indenização de R$ 645 mil. A mulher dedicou 52 anos de sua vida à residência onde trabalhava, sem jamais ter recebido qualquer remuneração […]

Resumo

O caso que chocou o Rio de Janeiro

Uma trabalhadora doméstica de 69 anos, resgatada em condições análogas à escravidão em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, em julho deste ano, receberá uma indenização de R$ 645 mil. A mulher dedicou 52 anos de sua vida à residência onde trabalhava, sem jamais ter recebido qualquer remuneração pelos serviços prestados.

A descoberta ocorreu após uma denúncia que mobilizou o Ministério Público do Trabalho (MPT) do Rio de Janeiro. Uma força-tarefa foi coordenada para realizar o resgate da vítima, que, além de todas as tarefas domésticas, cuidou do filho da empregadora quando criança e, posteriormente, passou a ser a cuidadora da própria patroa, que enfrenta problemas de saúde.

Em situações como esta, é comum que os empregadores aleguem que a trabalhadora era considerada “parte da família”. No entanto, as investigações comprovaram que ela nunca teve a carteira de trabalho assinada, não possuía plano de saúde, não pôde concluir seus estudos e viveu décadas privada de direitos trabalhistas fundamentais, conforme informação divulgada pelo MPT.

Acordo histórico e direitos reconhecidos

Durante uma audiência realizada entre o MPT e os empregadores, foi firmado um acordo para o pagamento de R$ 500 mil a título de verbas rescisórias e indenizatórias. Deste montante, R$ 60 mil foram pagos imediatamente, e os empregadores se comprometeram a efetuar o pagamento de 60 parcelas mensais de R$ 5.239,65. O termo do acordo também prevê o recolhimento dos depósitos de FGTS retroativos ao período de outubro de 2015 até a data do resgate.

Pensão vitalícia garante futuro da trabalhadora

Além das verbas rescisórias, foi determinada a concessão de uma pensão mensal vitalícia para a trabalhadora. O valor corresponde a 75% do salário mínimo vigente. Estimativas, considerando uma expectativa de vida de dez anos, apontam que essa pensão representará aproximadamente R$ 145 mil, elevando o valor total do acordo para cerca de R$ 645 mil.

Este desfecho representa um marco no combate ao trabalho análogo à escravidão no Brasil, garantindo dignidade e reparação para uma trabalhadora que, por décadas, teve seus direitos negligenciados. O caso serve de alerta sobre a importância da fiscalização e da denúncia para erradicar práticas desumanas no ambiente de trabalho.

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode deixar de perder em seu e-mail.

Veja também:

Chegamos ao fim!