Estudantes da USP iniciam greve e protestos por melhores condições de permanência e bolsas.
A Universidade de São Paulo (USP) enfrenta uma onda de protestos e greves organizados por estudantes e funcionários que reivindicam **melhores políticas de permanência**, incluindo alimentação e moradia estudantil, além de um aumento nas bolsas oferecidas.
A manifestação, liderada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP, tomou as ruas próximas ao campus Butantã, evidenciando a insatisfação generalizada com a situação atual da universidade.
A greve, que começou no dia 15, já conta com a adesão de mais de 120 cursos em pelo menos cinco dos dez campi da USP. A paralisação também inclui funcionários que lutam contra perdas salariais e precarização. Conforme informação divulgada pelo DCE da USP, a universidade alega falta de recursos, mas os estudantes apontam que há verbas para outros fins, enquanto a **permanência estudantil** fica negligenciada.
Greve Abrangente e Demandas Múltiplas
A paralisação estudantil aborda questões cruciais como **cortes no programa de bolsas**, a alarmante **falta de vagas em moradia estudantil** e problemas no **fornecimento de água**. Essas carências impactam diretamente a vida e os estudos de milhares de alunos.
Paralelamente, funcionários da universidade também aderiram à greve. Eles reivindicam melhores salários, o fim das políticas de terceirização e a **melhora nas condições de atendimento nos restaurantes universitários**, que sofrem com **má qualidade e condições sanitárias precárias**.
Júlia Urioste, coordenadora-geral do DCE Livre da USP e estudante de Artes Cênicas, destacou a contradição na gestão orçamentária da universidade. “A universidade fala que não tem dinheiro e essa foi inclusive o mesmo motivo de os funcionários entrarem em greve. Há dinheiro para diversos itens discutíveis e precisamos de investimento para **permanência estudantil**”, afirmou.
Busca por Negociação e Próximos Passos
Os estudantes buscam insistentemente a criação de uma **mesa de negociações com a reitoria** da USP. O objetivo é dialogar diretamente com a administração para encontrar soluções concretas para as demandas apresentadas.
Uma nova mobilização está prevista para a manhã desta sexta-feira (24). O protesto ocorrerá dentro do campus Butantã, com os manifestantes se dirigindo à reitoria para intensificar a pressão por atenção às suas reivindicações.
A situação na USP reflete um debate mais amplo sobre o financiamento da educação pública e a importância de garantir **condições dignas para os estudantes**, assegurando que o acesso ao ensino superior seja acompanhado de suporte adequado para a sua conclusão com sucesso.