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Lula na Alemanha: Brasil propõe parceria Europa-Brasil em energia limpa e defende empregos diante da IA

Lula na Alemanha: Brasil propõe parceria Europa-Brasil em energia limpa e defende empregos diante da IA

Lula na Alemanha defende parceria Europa-Brasil em energia limpa e empregos na era da IA Em um discurso na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância de uma colaboração entre o Brasil e a Europa para o avanço de uma matriz energética limpa. O presidente enfatizou que o Brasil pode ser […]

Resumo

Lula na Alemanha defende parceria Europa-Brasil em energia limpa e empregos na era da IA

Em um discurso na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância de uma colaboração entre o Brasil e a Europa para o avanço de uma matriz energética limpa. O presidente enfatizou que o Brasil pode ser um parceiro estratégico para a União Europeia na redução de custos de energia e na descarbonização da indústria.

Lula abordou também os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho, defendendo a proteção dos empregos em um cenário de rápida evolução tecnológica. Ele ressaltou a necessidade de considerar os efeitos sobre os trabalhadores e a importância de um desenvolvimento ético da IA.

O presidente também criticou as narrativas falsas sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira e os efeitos de conflitos internacionais na economia global. As informações são do g1.

Brasil oferece energia limpa e biocombustíveis à Europa

Durante sua participação na Hannover Messe, a maior feira industrial do mundo, Lula argumentou que o Brasil pode auxiliar a União Europeia a diminuir custos energéticos e a descarbonizar seus processos industriais. Ele ressaltou que, para isso, é fundamental que as regras do bloco europeu reconheçam a **matriz energética limpa** utilizada nos processos produtivos brasileiros.

“Para isso, é essencial que as regras do bloco levem em conta a matriz energética limpa utilizada em nossos processos produtivos”, declarou Lula, sendo aplaudido pelos presentes. Ele também defendeu a importância dos biocombustíveis, afirmando que criar barreiras adicionais ao seu acesso é contraproducente tanto do ponto de vista ambiental quanto energético.

Inteligência Artificial e a proteção aos trabalhadores

O presidente Lula aproveitou o evento para discutir os paradoxos do momento geopolítico global, especialmente em relação à inteligência artificial. Ele criticou o uso da IA para fins militares sem parâmetros éticos ou legais, ao mesmo tempo em que reconheceu seu potencial para aumentar a produtividade.

“A inteligência artificial nos torna mais produtivos, mas também é utilizada para selecionar alvos militares sem parâmetros legais ou morais”, pontuou. Lula fez um apelo a empresários e pesquisadores para que considerem os impactos da IA nos trabalhadores, alertando que sem mercado de trabalho, o mundo tende a piorar.

Críticas à guerra e defesa da paz

Lula reiterou sua crítica aos conflitos internacionais, chamando a guerra contra o Irã de “maluquice”. Ele afirmou que o Brasil, apesar de importar 30% do diesel que consome, tomou medidas para minimizar os impactos da guerra no fornecimento de energia.

O presidente condenou o paradoxo de um mundo marcado por desigualdades e, ao mesmo tempo, com gastos bilionários em guerras. Ele pediu responsabilidade aos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU para buscar caminhos contra essa realidade, que afeta principalmente os mais vulneráveis com o aumento da inflação e a insegurança alimentar.

Acordo Mercosul-UE e compromisso com a Amazônia

Diante da paralisação da Organização Mundial do Comércio (OMC), Lula defendeu a necessidade de “refundar a organização” e enfatizou a importância do acordo entre Mercosul e União Europeia, que criará um mercado com quase 720 milhões de pessoas e um PIB de 22 trilhões de dólares.

O presidente relembrou o compromisso brasileiro de alcançar o **desmatamento zero na Amazônia até 2030**, destacando que nos últimos três anos, o desmatamento já foi reduzido em 50% na Amazônia e 32% no Cerrado. Ele também ressaltou que 90% da energia elétrica do Brasil é limpa e que o país tem potencial para produzir o hidrogênio verde mais barato do mundo, além de possuir vastas reservas de minerais críticos essenciais para a transição energética.

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