RÁDIO SÃO LUÍS

Uma Boa música com notícias

Maranhão

São Luís

Política

Economia

Tecnologia

Mundo

Esportes

Cultura

Segurança

Mais

[rank_math_breadcrumb]
MPF propõe que prédio do INSS abandonado no Rio se torne moradia popular para 115 famílias

MPF propõe que prédio do INSS abandonado no Rio se torne moradia popular para 115 famílias

MPF sugere transformar prédio abandonado do INSS no Rio em moradia popular Cento e quinze pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, que ocupam há anos um prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na Rua do Riachuelo, centro do Rio, podem ter o direito de ocupar o imóvel definitivamente. O Ministério Público Federal (MPF) […]

Resumo

MPF sugere transformar prédio abandonado do INSS no Rio em moradia popular

Cento e quinze pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, que ocupam há anos um prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na Rua do Riachuelo, centro do Rio, podem ter o direito de ocupar o imóvel definitivamente. O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma proposta à Justiça Federal para destinar o prédio à habitação de interesse social.

O edifício, que está abandonado há mais de 30 anos, abriga atualmente a Ocupação Gilberto Domingos. Entre os moradores, há 36 crianças e adolescentes, além de 14 idosos. A medida busca assegurar direitos fundamentais dessas famílias e, ao mesmo tempo, encerrar a disputa judicial pela posse do imóvel.

Muitos dos residentes exercem atividades informais na região central da cidade e têm filhos matriculados em escolas próximas. Essa permanência na área é vista pelo MPF como crucial para a garantia de direitos essenciais. Conforme informação divulgada pelo Ministério Público Federal, o procurador da República Julio Araujo, responsável pela manifestação no processo, afirma que “A manutenção dos ocupantes na localidade é necessária para a garantia de uma série de direitos fundamentais, entre os quais o direito à moradia, à educação e ao acesso ao trabalho”.

Consenso entre órgãos públicos e moradores

A proposta de acordo surgiu durante uma reunião de mediação realizada em fevereiro de 2026. Participaram do encontro representantes do INSS, da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério das Cidades, além de integrantes da sociedade civil e moradores da ocupação.

O INSS reafirmou seu desinteresse em retomar o imóvel e manifestou apoio à destinação para fins de regularização fundiária e habitação social. A SPU também indicou que o prédio está entre as prioridades para análise e possível transferência de gestão, por se tratar de um bem não operacional da autarquia. O procurador Julio Araujo destacou que “É nítido que nenhuma das partes deseja o prosseguimento da ação de reintegração de posse, haja vista que tanto a União quanto sua autarquia sinalizaram o desejo de que seja conferida ao imóvel uma destinação compatível com o interesse social”.

A proposta do MPF para o futuro do prédio

O MPF defende que o acordo contemple o reconhecimento do desinteresse do INSS no imóvel, a destinação do prédio para habitação de interesse social e a extinção da ação possessória em curso. O objetivo é compatibilizar o aproveitamento do patrimônio público com a proteção dos direitos fundamentais das famílias residentes.

O documento também prevê a avaliação de instrumentos de regularização fundiária que respeitem a organização coletiva já existente na ocupação. Entre as alternativas apontadas estão a inclusão da comunidade em programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida Entidades, ou a concessão de direito real de uso coletivo do imóvel. A Agência Brasil entrou em contato com o INSS e aguarda retorno.

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode deixar de perder em seu e-mail.

Veja também:

Chegamos ao fim!