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Justiça mantém suspensão de tirolesa no Pão de Açúcar: Aventura em risco após decisão judicial sobre licença ambiental

Justiça mantém suspensão de tirolesa no Pão de Açúcar: Aventura em risco após decisão judicial sobre licença ambiental

Justiça mantém suspensão de obras de tirolesa no Pão de Açúcar, impactando planos de turismo Uma decisão judicial proferida pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) manteve a suspensão das obras de uma tirolesa a ser instalada no icônico Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. A Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar (CCAPA) […]

Resumo

Justiça mantém suspensão de obras de tirolesa no Pão de Açúcar, impactando planos de turismo

Uma decisão judicial proferida pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) manteve a suspensão das obras de uma tirolesa a ser instalada no icônico Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. A Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar (CCAPA) teve seu pedido para reverter a anulação da licença ambiental negado, em um revés para o projeto que prometia novas atrações turísticas.

A disputa judicial se originou de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF). O MPF questionou a licença ambiental concedida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a construção da tirolesa, levando a uma decisão inicial desfavorável à empresa. O caso agora ganha mais um capítulo com a decisão do TRF-2.

A empresa, ao recorrer, argumentou que a instalação da tirolesa era regular e que sua paralisação causaria prejuízos significativos ao setor de turismo. Contudo, o desembargador federal Luiz Norton Baptista de Mattos ponderou que os alegados danos econômicos são, em geral, passíveis de recuperação, conforme informação divulgada pelo TRF-2.

Danos econômicos considerados recuperáveis pela Justiça

Em sua decisão, o desembargador Luiz Norton de Mattos enfatizou que danos a interesses econômicos são, em regra, recuperáveis. Ele destacou que a CCAPA não apresentou provas concretas de que um eventual atraso na inauguração da tirolesa resultaria em um dano irreparável. Apenas adiaria a obtenção de uma renda que, até então, não existia.

Decisão anterior determinou plano de recuperação de área

A decisão do TRF-2 confirma a sentença da 20ª Vara Federal do Rio, de 1º de abril deste ano. Naquela ocasião, o juiz acatou a ação do MPF e determinou que a CCAPA apresentasse, em até 60 dias, um plano de recuperação da área degradada. Este plano deveria incluir a retirada de estruturas provisórias e resíduos, além do pagamento de uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais.

Impacto no turismo e futuro do projeto

A suspensão das obras da tirolesa no Pão de Açúcar levanta questionamentos sobre o futuro do projeto e seu impacto no desenvolvimento turístico da região. Enquanto a empresa alega prejuízos, a Justiça prioriza a análise da regularidade ambiental e a preservação da área, considerando os danos econômicos como secundários diante de potenciais lesões ambientais ou morais.

Próximos passos e possíveis desdobramentos

A CCAPA ainda pode buscar outras vias judiciais para reverter a decisão, mas o entendimento do TRF-2 sinaliza um caminho mais rigoroso para a aprovação de projetos que envolvam áreas de grande valor ambiental e histórico. A decisão reitera a importância da análise criteriosa das licenças ambientais e a responsabilidade das empresas em relação à recuperação de áreas afetadas por suas atividades.

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