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STF Investiga Emenda de R$ 2 Milhões para Filme de Bolsonaro: Mário Frias é Intimado e Tabata Amaral Aponta Conflito de Interesses

STF Investiga Emenda de R$ 2 Milhões para Filme de Bolsonaro: Mário Frias é Intimado e Tabata Amaral Aponta Conflito de Interesses

STF apura emenda parlamentar para produtora de filme sobre Bolsonaro O Supremo Tribunal Federal (STF) está investigando a destinação de emendas parlamentares que podem ter beneficiado a produtora do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulado “Dark Horse”. O ministro Flávio Dino determinou a intimação do deputado federal Mário Frias (PL-SP) para prestar […]

Resumo

STF apura emenda parlamentar para produtora de filme sobre Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) está investigando a destinação de emendas parlamentares que podem ter beneficiado a produtora do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulado “Dark Horse”. O ministro Flávio Dino determinou a intimação do deputado federal Mário Frias (PL-SP) para prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades.

A denúncia partiu da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que aponta o direcionamento de pelo menos R$ 2 milhões em emendas para a Academia Nacional de Cultura (ANC). Esta ONG é presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama, que também lidera a Go Up Entertainment, responsável pela produção do filme biográfico de Bolsonaro.

A tentativa de intimar Mário Frias tem se mostrado infrutífera. Oficiais de justiça estiveram por três vezes no gabinete do deputado na Câmara dos Deputados, mas foram informados por assessores que ele estaria em compromissos de campanha em São Paulo, sem que demontrassem interesse em fornecer sua agenda.

Origem da Denúncia e Suspeitas de Grupo Econômico

A investigação teve início após uma reportagem do site The Intercept Brasil em dezembro de 2025. A matéria revelou que a Academia Nacional de Cultura recebeu R$ 2,6 milhões de emendas de deputados federais do Partido Liberal (PL), sigla de Bolsonaro. Além de Mário Frias, os deputados Bia Kicis e Marcos Pollon também foram citados.

Tabata Amaral sugere a formação de um grupo econômico que poderia dificultar o rastreamento da verba pública e, indiretamente, financiar produções cinematográficas com viés ideológico. A deputada levanta a possibilidade de que recursos públicos estariam sendo utilizados para promover narrativas políticas específicas.

Esclarecimentos de Outros Deputados e Contradições

Bia Kicis e Marcos Pollon já apresentaram seus esclarecimentos ao ministro Flávio Dino dentro do prazo. Marcos Pollon admitiu ter destinado R$ 1 milhão para a Secretaria de Cultura de São Paulo, visando a produção de uma série documental pela Go Up Entertainment. Contudo, ele alega que o projeto não avançou por incapacidade técnica da entidade beneficiária e que os recursos foram redirecionados para o Hospital de Amor de Barretos (SP).

Bia Kicis também admitiu ter destinado R$ 150 mil para a mesma série, mas afirma que a indicação não foi executada. Ela classifica a petição de Tabata Amaral como “maldosa” e refuta a alegação de que sua emenda tenha qualquer conexão com o filme “Dark Horse”, classificando a tentativa de associar os projetos como um “erro metodológico e jurídico grave”.

Novas Revelações: Financiamento Privado e Caixa 2?

Uma reportagem recente do The Intercept Brasil trouxe novas revelações, indicando que o senador Flávio Bolsonaro teria pedido ao banqueiro Vorcaro a destinação de cerca de R$ 134 milhões para custear o filme “Dark Horse”. Vorcaro teria liberado ao menos R$ 61 milhões. Áudios divulgados sugerem conversas sobre a necessidade de aporte financeiro para o filme, inclusive para cobrir “parcelas para trás”, às vésperas da prisão de Vorcaro na Operação Compliance Zero.

Em resposta, Mário Frias, que é roteirista e produtor executivo do filme, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro não possui participação societária no filme ou na produtora Go Up Entertainment. Frias também declarou que a obra não recebeu “nem um único centavo” do Banco Master ou de Vorcaro, e que, caso tivesse recebido, seria uma relação privada sem envolvimento de dinheiro público. Ele defende que “Dark Horse” é uma superprodução com capital 100% privado, com qualidade para retratar o que ele chama de “maior líder político brasileiro do século XXI”.

Advocacia da Câmara e Defesa de Mário Frias

A Advocacia da Câmara dos Deputados, provocada pelo ministro Flávio Dino, não identificou irregularidades processuais nas emendas de Mário Frias citadas na representação de Tabata Amaral. As emendas em questão foram as únicas apontadas pela deputada em sua denúncia.

Mário Frias, que atuou como Secretário Especial de Cultura entre 2020 e 2022 na gestão de Jair Bolsonaro, tenta justificar os altos custos de produção do filme, comparando-os a produções de padrão hollywoodiano. Ele assegura que o projeto será lançado em breve e será um “negócio bem-sucedido” para os investidores, reforçando o caráter privado do financiamento.

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