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Cláudio Castro Renuncia ao Governo do Rio para Disputar Senado; TJ-RJ Assume o Comando em Meio a Julgamento Polêmico

Cláudio Castro Renuncia ao Governo do Rio para Disputar Senado; TJ-RJ Assume o Comando em Meio a Julgamento Polêmico

Decisão de Cláudio Castro de renunciar ao governo do Rio para concorrer ao Senado gera reviravolta política e abre cenário de incerteza para o estado. O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, surpreendeu ao renunciar ao cargo nesta segunda-feira (23) para se candidatar a uma vaga no Senado nas eleições de outubro. Sua saída […]

Resumo

Decisão de Cláudio Castro de renunciar ao governo do Rio para concorrer ao Senado gera reviravolta política e abre cenário de incerteza para o estado.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, surpreendeu ao renunciar ao cargo nesta segunda-feira (23) para se candidatar a uma vaga no Senado nas eleições de outubro. Sua saída abrupta do Palácio Guanabara abre um vácuo de poder e coloca o Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) interinamente no comando do estado.

A manobra política ocorre em um momento delicado, com Castro sendo réu em um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode resultar em sua inelegibilidade. A renúncia, embora retire o efeito do pedido de cassação do mandato, não o livra da possibilidade de ser impedido de disputar as próximas eleições.

A situação se complica ainda mais devido ao afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, e à saída do vice-governador, Thiago Pampolha, para assumir cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Conforme informação divulgada pela Agência Brasil, essa complexa sucessão é detalhada pela legislação e envolve a organização de uma eleição indireta para definir um novo governador até a escolha nas urnas de outubro.

Desdobramentos da Renúncia e a Eleição Indireta no Rio

Com a renúncia de Cláudio Castro, o presidente do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto, assume o governo interinamente. A legislação prevê que, em até dois dias, o presidente do TJ-RJ deverá organizar uma eleição indireta. Os 70 deputados estaduais terão 30 dias para escolher, por meio de voto, um nome para chefiar o Executivo fluminense até o fim do mandato-tampão.

A saída de Castro visa, em parte, blindá-lo de uma possível condenação por abuso de poder político e econômico, ocorrida durante sua campanha à reeleição em 2022. O processo no TSE, que já conta com dois votos a zero pela cassação, ainda aguarda a decisão dos cinco ministros restantes. A acusação central envolve supostas contratações irregulares e a descentralização de recursos para entidades sem amparo legal, totalizando gastos de R$ 248 milhões para a contratação de 27.665 pessoas.

O Processo no TSE e a Inelegibilidade de Castro

O julgamento no TSE, que foi suspenso por pedido de vista do ministro Nunes Marques, retorna nesta terça-feira (24). O caso abrange também o ex-vice-governador Thiago Pampolha, o deputado Rodrigo Bacellar e o ex-presidente da Ceperj, Gabriel Rodrigues Lopes. As alegações incluem a obtenção de vantagem eleitoral por meio de contratações temporárias sem base legal e o desvio de verbas.

Apesar de a renúncia anular o pedido de cassação de seu mandato de governador, Cláudio Castro ainda enfrenta o risco de ser declarado inelegível pelo TSE. Essa decisão pode **impedir sua candidatura ao Senado**, mesmo que ele tenha renunciado ao cargo de governador para focar em sua campanha eleitoral.

Rodrigo Bacellar e a Investigação da Polícia Federal

O deputado Rodrigo Bacellar, figura central no processo do TSE e que também teve seu mandato de presidente da Alerj afastado, está licenciado desde 10 de dezembro de 2025. Sua prisão ocorreu em 3 de dezembro, durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF). A investigação aponta para o vazamento de informações sigilosas sobre a investigação contra TH Joias, acusado de intermediar a compra e venda de armas para o Comando Vermelho.

Mensagens interceptadas pelos investigadores foram cruciais para a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de prender e afastar Bacellar. A participação dele no processo do TSE, juntamente com outros envolvidos nas supostas irregularidades, adiciona mais uma camada de complexidade à atual crise política no Rio de Janeiro.

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