Jair Bolsonaro é internado com broncopneumonia e tem quadro estável, mas com desafios no tratamento
O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Brasília desde a manhã da última sexta-feira (13). Ele trata uma broncopneumonia bacteriana bilateral, com suspeita de origem aspirativa, um quadro que exige atenção médica contínua.
Apesar de seu estado clínico ser considerado estável, a equipe médica divulgou um boletim neste domingo (15) que aponta para uma melhora na função renal do ex-presidente. Contudo, a notícia positiva é acompanhada de um alerta: a elevação dos marcadores inflamatórios no sangue.
Diante desse cenário, os médicos responsáveis pelo tratamento optaram por ampliar a dosagem de antibióticos. Essa decisão visa combater a inflamação e prevenir complicações, demonstrando a complexidade do quadro de Bolsonaro. A informação foi divulgada conforme boletim médico neste domingo (15).
Avanços e Preocupações no Tratamento Intensivo
A função renal de Jair Bolsonaro apresentou uma melhora nas últimas horas, um indicativo positivo para sua recuperação. No entanto, os exames clínicos também revelaram um aumento nos marcadores inflamatórios, o que levou à decisão de intensificar o tratamento com antibióticos. A equipe médica busca, assim, um equilíbrio entre a melhora renal e o controle da inflamação.
O boletim médico, assinado por uma equipe de especialistas, incluindo cirurgião-geral, cardiologistas e o coordenador da UTI, detalha o quadro. Embora estável, não há previsão para a alta da UTI, o que demonstra a cautela da equipe médica diante da evolução da doença.
Além da alteração na medicação antibiótica, a fisioterapia respiratória e motora foi intensificada. Essas medidas são cruciais para auxiliar na recuperação pulmonar e na mobilidade do paciente, componentes essenciais no tratamento de uma broncopneumonia.
Visitas Autorizadas e Vigilância Rigorosa no Hospital
No início da tarde de sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a presença de familiares no hospital. A esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, foi liberada como acompanhante, e seus filhos Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura, além da enteada Letícia, também foram autorizados a visitar Jair Bolsonaro durante a internação.
O ministro também determinou que a vigilância do ex-presidente seja providenciada pelo Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Policiais militares ficarão de prontidão 24 horas, com equipes posicionadas dentro e fora do hospital, garantindo a segurança e o controle de acesso.
Em uma medida de segurança adicional, Alexandre de Moraes proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos na unidade onde Bolsonaro está internado, com exceção de equipamentos médicos. Essa restrição visa manter o controle sobre o ambiente e garantir a privacidade e segurança do paciente e do hospital.
Contexto da Internação e Pena Cumprida
Jair Bolsonaro está detido na Papudinha, prédio localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados. Foi na última sexta-feira que ele passou mal, sendo levado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital DF Star.
Os sintomas que levaram à internação incluíam febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Esses sinais indicaram a gravidade do quadro respiratório, que evoluiu para uma broncopneumonia bilateral, necessitando de cuidados intensivos imediatos.