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Perícia em PM Gisele Alves Santana Revela Lesões na Face e Pescoço, Reforçando Tese de Feminicídio

Perícia em PM Gisele Alves Santana Revela Lesões na Face e Pescoço, Reforçando Tese de Feminicídio

Perícia no corpo de PM aponta lesões na face e na região cervical, levantando suspeitas de feminicídio O laudo da perícia no corpo da policial militar Gisele Alves Santana, falecida em 18 de fevereiro em São Paulo, indicou a presença de lesões na face e na região cervical. Gisele foi encontrada morta com um tiro […]

Resumo

Perícia no corpo de PM aponta lesões na face e na região cervical, levantando suspeitas de feminicídio

O laudo da perícia no corpo da policial militar Gisele Alves Santana, falecida em 18 de fevereiro em São Paulo, indicou a presença de lesões na face e na região cervical. Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça em seu apartamento, onde residia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite.

O exame, realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) após a exumação do corpo na última sexta-feira (6), detalhou lesões contundentes por pressão digital e escoriações que compatíveis com arranhões e marcas de unhas. Estes achados são considerados cruciais pela investigação.

O advogado da família da vítima, José Miguel da Silva Junior, enfatiza a importância das marcas encontradas no pescoço da policial. Segundo ele, essas evidências, somadas a outros elementos de prova, reforçam a tese de que se trata de um feminicídio. A marca no pescoço, descrita como equimose de dedos, sugere que a vítima foi segurada com força pela mão.

Novas Evidências e Relatos Chocam Investigação

Entre os indícios que sustentam a hipótese de feminicídio, destaca-se o testemunho de uma vizinha. Ela relatou ter ouvido um disparo de arma de fogo aproximadamente meia hora antes de o marido da policial acionar o resgate. Este intervalo de tempo levanta questionamentos sobre a dinâmica dos fatos.

Versão do Marido e Estranhezas na Cena do Crime

Chamou atenção o relato do tenente-coronel Geraldo Leite, que afirmou estar tomando banho no momento do disparo. A posição em que a arma foi encontrada, na mão da vítima, também gerou dúvidas. Socorristas que chegaram ao local notaram que o banheiro não apresentava sinais de umidade, o que contraria a versão de que ele estaria tomando banho.

Depoimentos de socorristas indicam que, ao chegarem à cena, já suspeitaram da versão de suicídio. A forma como a arma estava posicionada na mão da vítima, descrita como “grudada”, é considerada incomum. Acredita-se que, após o disparo, uma mulher com mãos menores certamente perderia os sentidos e a arma não permaneceria tão firmemente presa.

Investigação em Andamento e Sigilo Judicial

Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, conforme relatado pelo marido de Gisele no dia de sua morte. Posteriormente, a investigação evoluiu para morte suspeita, e agora a tese de feminicídio ganha força com os novos laudos. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a autoridade policial aguarda outros laudos, como o da reconstituição e da exumação do corpo, e que os detalhes serão mantidos em sigilo judicial.

A defesa do tenente-coronel Geraldo Leite foi contatada, mas não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

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