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Desemprego sobe para 5,8% em fevereiro, mas salários atingem recorde histórico no Brasil

Desemprego sobe para 5,8% em fevereiro, mas salários atingem recorde histórico no Brasil

Desemprego em fevereiro atinge 5,8%, menor nível para o período desde 2012, enquanto rendimento real bate recorde A taxa de desemprego no Brasil encerrou o trimestre de dezembro a fevereiro em 5,8%, um leve aumento em comparação com o trimestre anterior (setembro a novembro), quando o índice era de 5,2%. Apesar dessa variação, o resultado […]

Resumo

Desemprego em fevereiro atinge 5,8%, menor nível para o período desde 2012, enquanto rendimento real bate recorde

A taxa de desemprego no Brasil encerrou o trimestre de dezembro a fevereiro em 5,8%, um leve aumento em comparação com o trimestre anterior (setembro a novembro), quando o índice era de 5,2%. Apesar dessa variação, o resultado representa o menor percentual para um trimestre terminado em fevereiro desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012.

O período registrou 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões em busca de trabalho. Em contrapartida, o rendimento médio mensal do trabalhador alcançou R$ 3.679, o maior valor já registrado, com aumento real de 2% frente ao trimestre anterior e 5,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Estes dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta na desocupação, segundo o IBGE, foi influenciada pela perda de vagas nos setores de saúde, educação e construção, movimentos atribuídos a fatores sazonais, como o encerramento de contratos temporários no setor público. No entanto, a força do mercado de trabalho se manifesta no recorde salarial, impulsionado pela demanda por trabalhadores e maior formalização em comércio e serviços.

Perda de vagas sazonais e impacto no desemprego

A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, explicou que a redução no número de ocupados entre trimestres se deve, em grande parte, ao comportamento sazonal. Setores como educação e saúde, que empregam muitos trabalhadores temporários, especialmente no setor público, observam um encerramento de contratos ao final do ano.

No trimestre de setembro a novembro de 2025, o Brasil contabilizava 5,6 milhões de brasileiros procurando emprego. A diminuição de 874 mil postos de trabalho no trimestre mais recente, concentrada em saúde, educação e construção, reflete essa dinâmica de contratações temporárias que se encerram.

Rendimento médio real do trabalhador alcança pico histórico

Apesar do ligeiro aumento na taxa de desocupação, o rendimento médio mensal real do trabalhador atingiu o patamar de R$ 3.679 no trimestre encerrado em fevereiro. Este valor representa um recorde na série histórica, superando em 2% o trimestre anterior e em 5,2% o mesmo período de 2025. O cálculo já considera a inflação, demonstrando um ganho real no poder de compra.

Adriana Beringuy destacou que o crescimento do rendimento é impulsionado pela alta demanda por trabalhadores e pela tendência de maior formalização, especialmente nos setores de comércio e serviços. Essa combinação tem fortalecido o poder de compra do brasileiro.

Mercado de trabalho: formalização e informalidade

O número de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu estável, com 39,2 milhões de trabalhadores, tanto em comparação com o trimestre anterior quanto com o mesmo período do ano anterior. Já os trabalhadores por conta própria somaram 26,1 milhões, um aumento de 3,2% em relação a 2025, o que equivale a 798 mil pessoas a mais.

A taxa de informalidade, que engloba trabalhadores sem garantias trabalhistas como férias e previdência, ficou em 37,5% da população ocupada, totalizando 38,3 milhões de trabalhadores informais. O índice foi ligeiramente inferior aos 37,7% registrados no trimestre anterior.

Metodologia da pesquisa e recordes históricos

A Pnad Contínua, realizada pelo IBGE, abrange pessoas a partir de 14 anos e considera todas as formas de ocupação. É considerada desocupada apenas a pessoa que buscou trabalho ativamente nos 30 dias anteriores à pesquisa. A maior taxa de desocupação na série histórica, iniciada em 2012, foi de 14,9%, registrada durante a pandemia de Covid-19. A menor taxa histórica foi de 5,1% no quarto trimestre de 2025.

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