RÁDIO SÃO LUÍS

Uma Boa música com notícias

Maranhão

São Luís

Política

Economia

Tecnologia

Mundo

Esportes

Cultura

Segurança

Mais

[rank_math_breadcrumb]
Mulheres em SP: Ato na Paulista Exige Fim da Violência e Critica Escala 6x1 em Dia de Luta

Mulheres em SP: Ato na Paulista Exige Fim da Violência e Critica Escala 6×1 em Dia de Luta

Milhares de Mulheres se Mobilizam em São Paulo pelo Fim da Violência e por Direitos Trabalhistas Apesar da chuva intensa na tarde de domingo, a Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco de um grande ato que reuniu milhares de mulheres em celebração ao Dia Internacional da Mulher. A manifestação, que também ocorreu simultaneamente em […]

Resumo

Milhares de Mulheres se Mobilizam em São Paulo pelo Fim da Violência e por Direitos Trabalhistas

Apesar da chuva intensa na tarde de domingo, a Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco de um grande ato que reuniu milhares de mulheres em celebração ao Dia Internacional da Mulher. A manifestação, que também ocorreu simultaneamente em diversas cidades brasileiras, percorreu a avenida até a Praça Roosevelt, com as participantes empunhando faixas e sombrinhas em um clamor por justiça e segurança.

O canto “Ó abre alas, que as mulheres vão passar. Com esta marcha muitas coisas vão mudar” ecoou pelas ruas, demonstrando a força e a determinação das manifestantes. A chuva, embora intensa, não diminuiu o ânimo, com muitas optando por se abrigar sob o vão livre do MASP, mas mantendo a presença e o engajamento com a causa.

A mobilização, organizada por diversos movimentos sociais e sindicais, como o Levante Mulheres Vivas, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), abordou pautas urgentes como o combate efetivo ao feminicídio e à violência de gênero, além de demandar políticas públicas eficazes e orçamento destinado à proteção das mulheres. Conforme informação divulgada pelas organizadoras, a manifestação buscou reforçar a necessidade de aprovação de projetos de lei que tipifiquem a misoginia como crime.

Combate à Violência e Feminicídio: Uma Luta Constante

Alice Ferreira, uma das fundadoras do Levante Mulheres Vivas, destacou a urgência de ações concretas para combater a violência contra a mulher. “Não basta só pacto, palavras, nota de apoio, a gente quer orçamento público e medidas efetivas”, afirmou, criticando a falta de avanço em todas as esferas do poder. Durante o ato, intervenções como a exposição de sapatos femininos pela avenida, representando as vítimas de feminicídio, e a instalação de bonecas, simbolizando as crianças afetadas pela misoginia, trouxeram uma forte carga emocional à manifestação.

Os dados apresentados são alarmantes: apenas no estado de São Paulo, 270 mulheres foram mortas em 2023, um aumento de 96,4% em relação a 2021, configurando um recorde histórico desde 2018. A luta contra a misoginia também ganhou destaque, com o pedido para criminalizar discursos de ódio contra mulheres, especialmente em plataformas digitais, onde discursos misóginos, como os promovidos pelo movimento ‘red pill’, têm ganhado espaço.

Escala 6×1 e a Luta por Melhor Qualidade de Vida

Além da violência de gênero, o ato em São Paulo trouxe à tona a pauta do fim da escala 6×1, um modelo de jornada de trabalho que tem sido alvo de críticas por parte dos trabalhadores, especialmente mulheres. Luana Bife, da direção da CUT São Paulo, explicou que o fim dessa escala é fundamental para garantir mais tempo de descanso e autocuidado, especialmente para as mulheres que, muitas vezes, acumulam responsabilidades familiares e profissionais.

“A mulher tem uma escala 7 por 0”, ressaltou Bife, enfatizando que o fim da escala 6×1 representa não apenas um período de descanso, mas também a oportunidade para que as mulheres decidam como querem estar no mundo. A defesa de políticas públicas permanentes, independentes de governos, foi apontada como essencial para enfrentar problemas como a violência contra as mulheres e garantir seus direitos fundamentais.

Um Ato pela Vida e pela Autodeterminação

O ato, intitulado “Em Defesa da Vida das Mulheres”, contou com a participação de uma ampla gama de movimentos sociais e sindicais, incluindo a União Nacional por Moradia Popular, o Movimento de Mulheres Camponesas, a União Nacional dos Estudantes (UNE), Marcha Mundial das Mulheres, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST) e Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). A união dessas forças demonstra a amplitude das demandas e a força coletiva na busca por um futuro mais justo e igualitário para todas as mulheres.

A mobilização reforçou a importância da defesa da vida das mulheres e da garantia de seus direitos, com um chamado claro por políticas públicas robustas que combatam a violência em todas as suas formas e promovam a autodeterminação e a soberania dos povos. A luta por um fim à violência política e ao extremismo que busca controlar corpos e vozes femininas também marcou o evento.

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode deixar de perder em seu e-mail.

Veja também:

Chegamos ao fim!