EUA Intensificam Pressão Econômica Sobre Cuba com Novas Sanções Abrangentes
Os Estados Unidos anunciaram um novo pacote de sanções econômicas contra Cuba, direcionando alvos que incluem o presidente Miguel Díaz-Canel, empresas de mineração e turismo, além de outras entidades governamentais. As medidas, publicadas pelo Departamento do Tesouro americano, somam-se a centenas de outras restrições que buscam isolar economicamente a ilha e pressionar por mudanças políticas em Havana.
A lista de entidades sancionadas agora inclui a Amistur Cuba, uma empresa do setor de turismo, e a Minera la Victoria, uma joint venture cubano-australiana focada na extração de ouro. O governo dos EUA alega que estas ações são necessárias para combater regimes considerados hostis no hemisfério ocidental.
Estas novas restrições foram divulgadas em meio a declarações do presidente americano, que indicou um possível interesse futuro em investir em Cuba, após a resolução de outras questões internacionais. O Secretário de Estado americano, Marco Rubio, reforçou a posição, alertando que qualquer entidade, incluindo bancos estrangeiros, que preste serviços às empresas sancionadas, corre o risco de também ser alvo de sanções. Conforme informação divulgada pelo Departamento do Tesouro dos EUA, todas as transações envolvendo bens de pessoas designadas ou bloqueadas por cidadãos americanos ou dentro do território dos EUA são proibidas.
Presidente Cubano e Familiares na Lista de Sanções
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, sua esposa Lis Cuesta Peraza, e seu filho Manuel Anido Custa estão entre os indivíduos sancionados. A lista também abrange outros funcionários do governo cubano, incluindo familiares do ex-presidente Raúl Castro, como Alejandro Castro Espin e Raul Alejandro Castro Calis. O Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e os Comitês para a Defesa da Revolução (CDR) também foram incluídos nas novas sanções.
Cuba Reage Fortemente às Novas Medidas Americanas
Em resposta às sanções, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel classificou as declarações americanas como uma ameaça e criticou as medidas unilaterais por prejudicarem o povo cubano. Ele afirmou que a agressividade do governo dos EUA encontrará resistência e determinação em Cuba para enfrentar os piores cenários e o que chamou de ataque imperial. O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, também se pronunciou, destacando que a inclusão de pessoas e entidades em uma lista de sanções demonstra um plano de intervenção na ilha.
Rodríguez desmentiu alegações americanas sobre a não restrição de petróleo para Cuba, citando uma ordem executiva anterior que autoriza tarifas punitivas contra importações de países que fornecem petróleo à ilha. Ele enfatizou que qualquer ação dos EUA com o objetivo de criar conflitos está fadada ao fracasso e que a independência e soberania de Cuba serão defendidas com ainda mais união e determinação.
O Impacto do Bloqueio Econômico Histórico
O bloqueio econômico contra Cuba, que se estende por quase sete décadas, tem sido intensificado pela atual administração dos EUA. No final de 2025, restrições navais impostas à Venezuela impactaram indiretamente a ilha. Em janeiro de 2026, a ameaça de sanções a fornecedores de petróleo levou Cuba a enfrentar um período de três meses sem recebimento do combustível, agravando a situação econômica.
As medidas americanas têm resultado em um aumento de apagões, elevação dos preços de produtos básicos, redução do transporte público e diminuição da oferta da cesta básica alimentar subsidiada pelo Estado. Segundo relatos de moradores de Havana, o país atravessa um dos piores momentos econômicos devido a essas restrições.