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Brasil propõe Pacto Regional contra Feminicídio no Mercosul: Uma Rede de Proteção para Mulheres da América do Sul

Brasil propõe Pacto Regional contra Feminicídio no Mercosul: Uma Rede de Proteção para Mulheres da América do Sul

Brasil lidera iniciativa para criar Pacto Regional contra Feminicídio no Mercosul, visando maior segurança para mulheres Em um movimento significativo para combater a violência de gênero na América do Sul, o governo brasileiro apresentou uma proposta ambiciosa: a criação de um **pacto regional contra o feminicídio** no âmbito do Mercosul. A iniciativa, inspirada no bem-sucedido […]

Resumo

Brasil lidera iniciativa para criar Pacto Regional contra Feminicídio no Mercosul, visando maior segurança para mulheres

Em um movimento significativo para combater a violência de gênero na América do Sul, o governo brasileiro apresentou uma proposta ambiciosa: a criação de um **pacto regional contra o feminicídio** no âmbito do Mercosul. A iniciativa, inspirada no bem-sucedido modelo brasileiro de articulação entre os Três Poderes, visa unir os países do bloco em um esforço coordenado para erradicar essa forma brutal de violência.

A proposta foi detalhada pela ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, durante a 26ª Reunião de Ministras e Altas Autoridades da Mulher do Mercosul (RMAAM), realizada em Assunção, no Paraguai. A ministra ressaltou a importância de uma ação conjunta e respeitosa das soberanias nacionais para enfrentar o feminicídio como uma prioridade regional.

O objetivo principal do pacto é **fortalecer a cooperação entre os países do Mercosul** em diversas frentes. Isso inclui aprimorar políticas de prevenção da violência, garantir a proteção efetiva das mulheres em risco e ampliar o acesso à justiça para as vítimas e seus familiares. A articulação busca criar uma rede de apoio e resposta mais robusta em toda a região. Conforme informação divulgada pelo Ministério das Mulheres, a proposta prevê cooperação entre os países do bloco para fortalecer políticas de prevenção da violência, proteção e ampliação do acesso à justiça.

Uruguai apoia a proposta e Argentina anuncia consultas internas

A iniciativa brasileira recebeu um sinal positivo do Uruguai, que manifestou apoio à proposta e garantiu que o debate sobre o pacto será dado continuidade durante sua presidência do Mercosul. Por outro lado, a Argentina informou que realizará consultas internas para avaliar a adesão e os detalhes da participação no acordo. Essa dinâmica demonstra o início de um diálogo importante para a construção de um consenso regional.

Além do pacto contra o feminicídio, o Brasil também apresentou outras medidas relevantes, como a regulamentação de plataformas digitais e o enfrentamento da **violência contra mulheres em ambientes virtuais**. A ministra destacou os recentes decretos anunciados pelo presidente Lula, que visam uma importante regulamentação das plataformas digitais, um passo crucial para combater o assédio e a disseminação de conteúdo nocivo online.

Brasil compartilha resultados do Pacto Nacional contra o Feminicídio

Durante o encontro, o Brasil compartilhou os resultados expressivos dos primeiros 100 dias do **Pacto Brasil contra o Feminicídio**. Segundo o Ministério das Mulheres, a iniciativa resultou na prisão de 6,3 mil agressores, na redução do prazo para análise de medidas protetivas de 16 para até três dias, e no monitoramento de mais de 6,5 mil mulheres por meio de dispositivos eletrônicos. Esses dados demonstram a efetividade das ações brasileiras.

A ministra da Mulher do Paraguai, Alicia Pomata, também enfatizou a necessidade de ampliar a cooperação regional para enfrentar as desigualdades de gênero. Ela ressaltou que a integração regional deve colocar as mulheres no centro, reconhecendo suas realidades e valorizando suas contribuições para o desenvolvimento das nações. A RMAAM, criada em 2011, é a principal instância do Mercosul dedicada à articulação de políticas de igualdade de gênero.

Debates na RMAAM abordam diversas frentes de igualdade de gênero

A programação da Reunião de Ministras e Altas Autoridades da Mulher do Mercosul incluiu debates sobre temas cruciais como acesso à justiça, combate à violência digital, empoderamento econômico das mulheres e políticas de cuidado. Também foram discutidas ações do Plano de Trabalho 2025-2026 da RMAAM, focando em questões como **violência política de gênero**, tráfico de mulheres e o reconhecimento mútuo de medidas protetivas. O compromisso com a igualdade de gênero e o fim da violência contra a mulher são prioridades claras para o Mercosul.

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