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Lula pede a Ministro da Fazenda avaliação de prejuízos causados por medidas dos EUA contra CV e PCC

Lula pede a Ministro da Fazenda avaliação de prejuízos causados por medidas dos EUA contra CV e PCC

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, é acionado por Lula para analisar possíveis danos econômicos e institucionais decorrentes da decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como organizações terroristas. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou ao Ministro da Fazenda, Dario Durigan, uma análise detalhada sobre os potenciais prejuízos que a medida adotada pelo […]

Resumo

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, é acionado por Lula para analisar possíveis danos econômicos e institucionais decorrentes da decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como organizações terroristas.

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou ao Ministro da Fazenda, Dario Durigan, uma análise detalhada sobre os potenciais prejuízos que a medida adotada pelo governo dos Estados Unidos pode acarretar a empresas e instituições financeiras brasileiras. A decisão americana de rotular o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas gerou preocupação em Brasília.

A principal apreensão do governo brasileiro, segundo Durigan, reside no impacto que tais protocolos externos podem exercer sobre a soberania econômica do país e a estabilidade de suas instituições. O ministro expressou receio de que um excesso de discricionariedade por parte do governo americano possa resultar em danos financeiros considerados “irreais ou fantasiosos” para a economia nacional.

“Vamos seguir combatendo as organizações criminosas, então nós insistimos nesse ponto e evitar que haja prejuízo irreal, fantasioso para nossa economia. Nós temos que evitar isso com todo custo. É uma grande injustiça”, declarou Durigan após o encontro com o presidente no Palácio da Alvorada. Conforme o ministro, a estratégia brasileira busca impedir que empresas e bancos do Brasil se tornem alvos de sanções ou restrições baseadas em critérios que não reflitam a realidade concreta, conforme divulgado após a reunião.

Abertura para Diálogo com os EUA sobre Classificação de Facções

Dario Durigan reiterou o interesse do governo brasileiro em dialogar com autoridades dos Estados Unidos para discutir a classificação de facções como terroristas. Embora não haja conversas agendadas com o Secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, Durigan afirmou estar sempre aberto a reuniões. “Eu estou sempre aberto [a reuniões com Bessent]. Tenho contato direto com as autoridades norte-americanas, mas, por enquanto, não. A gente está reunindo as informações, vendo o que vem pela frente, avaliando os próximos passos”, explicou.

Em declarações anteriores, Durigan mencionou a possibilidade de contatar Bessent diretamente. O ministro ressaltou que o governo brasileiro está elaborando diagnósticos precisos. “Tendo as informações todas, tendo o diagnóstico claro e a posição, eu vou levar para o Scott Bessent, sem nenhuma dúvida”, afirmou.

Defesa do Setor Produtivo e Instituições Financeiras Brasileiras

O foco principal do governo brasileiro, conforme enfatizado por Durigan, é monitorar as ações do governo americano para proteger empresários, empregos e instituições financeiras do Brasil contra interferências externas que possam prejudicar o desenvolvimento nacional. A intenção é garantir que a colaboração no combate ao crime organizado seja produtiva e não se torne um obstáculo.

“O que vier do exterior para colaborar no combate ao crime organizado, ótimo. A gente sempre acha bem-vindo. O que não pode é quando quer atrapalhar”, declarou o ministro, detalhando a postura governamental. Para mitigar riscos, a Fazenda tem mantido um diálogo constante com empresários de diversos setores, incluindo o financeiro, a fim de compreender vulnerabilidades e preocupações do mercado produtivo.

Agenda Internacional e Análise do PIB Brasileiro

Além da questão das medidas americanas, Durigan também discutiu com Lula a agenda internacional de investimentos do Brasil. O ministro viajará à China e ao Japão no final deste mês para apresentar o programa Eco Invest Brasil, que visa atrair recursos internacionais para investimentos sustentáveis no país, e buscar avanços em discussões econômicas globais.

O encontro também serviu para detalhar dados recentes do Produto Interno Bruto (PIB), com foco especial na formação bruta de capital fixo, que é o principal indicador de investimento no país. A economia brasileira registrou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre, com a formação bruta de capital fixo apresentando um aumento de 3,5%.

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