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Boulos denuncia "terrorismo econômico" contra fim da escala 6 por 1 e defende direitos trabalhistas

Boulos denuncia “terrorismo econômico” contra fim da escala 6 por 1 e defende direitos trabalhistas

Boulos alerta para “terrorismo econômico” contra jornada de trabalho mais justa e defende direitos trabalhistas O ministro Guilherme Boulos acusou poderosos setores da economia de praticarem “terrorismo econômico” para impedir o fim da escala de trabalho 6 por 1. Segundo ele, essa tática visa atrasar a votação de propostas que ampliam direitos trabalhistas, uma reação […]

Resumo

Boulos alerta para “terrorismo econômico” contra jornada de trabalho mais justa e defende direitos trabalhistas

O ministro Guilherme Boulos acusou poderosos setores da economia de praticarem “terrorismo econômico” para impedir o fim da escala de trabalho 6 por 1. Segundo ele, essa tática visa atrasar a votação de propostas que ampliam direitos trabalhistas, uma reação recorrente em momentos de avanço social.

Boulos afirmou que esses grupos tentam impor prazos para a implementação de novas jornadas de trabalho, algo que, segundo ele, não terá apoio do governo Lula. O ministro ressaltou que a defesa da redução da jornada se insere em um contexto de enfrentamento a grandes interesses econômicos, um papel para o qual o presidente foi eleito.

As críticas à proposta, conforme Boulos, ecoam a oposição histórica a conquistas como o salário mínimo, as férias remuneradas e o 13º salário. Ele citou o ano de 1940, quando Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo, como exemplo de resistência a avanços trabalhistas.

Avanços trabalhistas sempre enfrentaram oposição, diz ministro

O ministro Guilherme Boulos, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC, destacou que a resistência à proposta de fim da escala 6 por 1 é um movimento previsível. Ele comparou a situação atual a momentos históricos em que direitos trabalhistas fundamentais foram introduzidos no Brasil, como a criação do salário mínimo, das férias remuneradas e do 13º salário.

“Esses grupos chegam a fazer terrorismo econômico, na tentativa de postergar a votação da matéria no Legislativo”, declarou Boulos, enfatizando que essa tática não é nova e já foi observada em arquivos de jornais de 1940, durante a criação do salário mínimo por Getúlio Vargas.

Estudo do Dieese aponta impacto mínimo da redução da jornada

Em contraponto às alegações de prejuízos econômicos, Boulos citou um estudo do Dieese. Segundo a pesquisa, o impacto médio da redução da jornada para 40 horas semanais seria de apenas 1% no custo operacional das empresas. Este percentual é comparável ao impacto do aumento real do salário mínimo.

“Isso é semelhante ao impacto causado pelo aumento real do salário mínimo, algo que se teve em todos os governos do Lula. Alguma empresa faliu? Gerou desemprego? Ao contrário, temos o menor índice de desemprego da série histórica no Brasil. A atividade econômica, o PIB, está crescendo como não crescia há 12 anos no país”, afirmou o ministro.

Fim da escala 6 por 1 visa aumentar produtividade e combater esgotamento

Boulos reiterou que a redução da jornada de trabalho pode, na verdade, aumentar a produtividade. Ele argumentou que trabalhadores cansados rendem menos e que o excesso de trabalho contribui para o aumento de casos de Burnout, ansiedade, depressão e exaustão.

“Não é segredo para ninguém que um trabalhador cansado vai render menos. Tem havido uma explosão de casos de Burnout [síndrome do esgotamento] no trabalho, por ansiedade, depressão, exaustão. No ano passado, 500 mil trabalhadores foram afastados por problemas de saúde mental, por excesso de trabalho”, disse.

Mudança beneficia especialmente as mulheres, destaca ministro

O ministro Guilherme Boulos ressaltou o impacto positivo da mudança na vida das mulheres, que frequentemente acumulam dupla jornada. Ele explicou que, na escala 6 por 1, homens têm um dia de descanso, enquanto mulheres, mesmo com a folga semanal, continuam a trabalhar em casa.

“O homem trabalha na 6 por 1 e tem um dia de descanso. A mulher trabalha na 6 por 1 e não tem nenhum dia de descanso, porque no único dia que deveria ser de descanso, ela trabalha em casa”, disse. Para Boulos, o fim da escala representa uma importante correção dessa desigualdade, “dando um respiro para as mulheres trabalhadoras deste país”.

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