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Lula pede união de sindicatos para aprovar fim da escala 6x1 e defende jornada de 40 horas semanais

Lula pede união de sindicatos para aprovar fim da escala 6×1 e defende jornada de 40 horas semanais

Lula convoca trabalhadores para lutar contra escala 6×1 e por jornada de 40 horas semanais Em um encontro estratégico no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conclamou as centrais sindicais a intensificar a mobilização e a pressão sobre o Congresso Nacional. O objetivo é garantir a aprovação do projeto de lei […]

Resumo

Lula convoca trabalhadores para lutar contra escala 6×1 e por jornada de 40 horas semanais

Em um encontro estratégico no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conclamou as centrais sindicais a intensificar a mobilização e a pressão sobre o Congresso Nacional. O objetivo é garantir a aprovação do projeto de lei que propõe a redução da jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais, e o fim da controversa escala 6×1.

A reunião ocorreu no dia seguinte ao envio da proposta ao Legislativo e contou com a presença de 68 representantes de diversas centrais sindicais, que participaram anteriormente da “marcha da classe trabalhadora” em Brasília. Lula destacou a importância da participação ativa dos trabalhadores neste momento crucial.

“Vocês não podem abdicar da sagrada responsabilidade de vocês de lutar pelos trabalhadores que vocês representam”, afirmou o presidente, ressaltando que o período é desafiador e exige sacrifício e apoio do movimento sindical para que as propostas sejam aprovadas.

Homenagem a Rick Azevedo e o combate ao burnout

Durante o evento, Lula prestou uma homenagem a Rick Azevedo, ativista e idealizador do movimento Vida Além do Trabalho, que inspirou o projeto de redução de jornada. Azevedo compartilhou sua experiência pessoal com o burnout e a depressão decorrentes do excesso de trabalho e da escassez de descanso, motivando sua luta contra a escala 6×1.

“Em 13 de setembro de 2023, eu falei: ‘chega’… Então eu postei um vídeo no TikTok revoltado e denunciando esse modelo de trabalho de seis dias consecutivos para apenas um dia de folga. E o vídeo viralizou”, relembrou Azevedo, cuja iniciativa ganhou força e se tornou um projeto de lei.

Críticas a retrocessos e alerta contra novas reformas

O presidente Lula aproveitou a ocasião para criticar duramente as reformas Trabalhista de 2017 e da Previdência de 2019, além de outras medidas que, segundo ele, representam retrocessos para a classe trabalhadora. Ele alertou sobre a existência de grupos que defendem propostas semelhantes à reforma trabalhista argentina, que pode prever o aumento da jornada diária para 12 horas.

A luta dos trabalhadores se torna mais árdua neste cenário, conforme apontou o presidente. A defesa dos direitos conquistados e a busca por melhores condições de trabalho são prioridades diante de possíveis novas tentativas de flexibilização que prejudiquem os empregados.

Sindicatos celebram a proposta e projetam impacto positivo

Representantes das centrais sindicais celebraram o envio do projeto que visa acabar com a escala 6×1. Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), projetou que a medida pode gerar até **4 milhões de empregos**, impulsionando o mercado de trabalho e fomentando uma nova indústria voltada para a sustentabilidade socioambiental.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, destacou a importância da redução da jornada para o bem-estar dos trabalhadores, proporcionando “mais tempo para a família, para a saúde, para o lazer, para estudar e para a pessoa”. Ele também ressaltou que a marcha mobilizou mais de 20 mil trabalhadores, demonstrando a força do movimento.

Visão de futuro e novas reivindicações

Clemente Ganz, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, apresentou ao presidente uma pauta com 68 reivindicações para os próximos cinco anos, focando nas profundas transformações do mundo do trabalho, impulsionadas por mudanças tecnológicas e ambientais. Ele alertou que mulheres e jovens serão particularmente impactados pela inteligência artificial e pela inovação.

Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores, enfatizou a necessidade de proteger trabalhadores por aplicativo e entregadores, priorizando a saúde e o futuro da juventude. Sônia Zerino, presidenta da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), acrescentou a importância de incluir o combate ao feminicídio na pauta da classe trabalhadora, por meio da conscientização e educação.

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