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Direito de Ir e Vir Ameaçado: Mulheres em SP Relatam Medo e Falta de Proteção Contra Feminicídio, Diz Amelinha Teles

Direito de Ir e Vir Ameaçado: Mulheres em SP Relatam Medo e Falta de Proteção Contra Feminicídio, Diz Amelinha Teles

Amelinha Teles alerta: “Estamos perdendo o direito de ir e vir”, diante da crescente insegurança e feminicídios em São Paulo. A jornalista e escritora Maria Amélia de Almeida Teles, conhecida como Amelinha Teles, lançou um forte alerta sobre a **perda do direito fundamental de ir e vir** das mulheres no Brasil, com foco especial no […]

Resumo

Amelinha Teles alerta: “Estamos perdendo o direito de ir e vir”, diante da crescente insegurança e feminicídios em São Paulo.

A jornalista e escritora Maria Amélia de Almeida Teles, conhecida como Amelinha Teles, lançou um forte alerta sobre a **perda do direito fundamental de ir e vir** das mulheres no Brasil, com foco especial no estado de São Paulo. Sua declaração, feita durante uma audiência pública, ressalta a grave realidade da **violência contra a mulher** e a insegurança que tem levado muitas a temerem sair às ruas sozinhas.

A militante feminista da União de Mulheres de São Paulo aponta que o estado tem registrado **recordes alarmantes de feminicídio**. Os dados mais recentes indicam um cenário preocupante, onde nem mesmo as medidas protetivas garantem a segurança das vítimas. A situação tem levado mulheres a se organizarem em grupos para poderem se deslocar com mais segurança, evidenciando o **medo generalizado**.

Amelinha Teles participou da Audiência Pública Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, promovida pelo Ministério Público de São Paulo. Na ocasião, ela citou pesquisas que revelam a alta incidência de assédio moral e sexual. A ativista lamenta que, mesmo com avanços legais como a Lei Maria da Penha, a realidade atual mostra que **mulheres que denunciam continuam sendo assassinadas**, contrariando a expectativa de proteção.

Feminicídios em SP Batem Recordes e Medidas Protetivas se Mostram Insuficientes

Os números apresentados por Amelinha Teles são contundentes. Em 2025, São Paulo registrou **270 feminicídios**, um aumento de 6,7% em relação ao ano anterior, configurando o maior número desde 2018. O que agrava ainda mais a situação é o fato de que **uma em cada cinco vítimas de feminicídio na capital paulista possuía medida protetiva vigente**, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Entre setembro de 2023 e março de 2025, 83 vítimas na capital foram mortas, e 18 delas já tinham obtido uma Medida Protetiva de Urgência (MPU). Em um cenário nacional analisado pelo FBSP, 13,1% das mulheres foram mortas mesmo com MPU. Esses dados evidenciam uma **falha crítica na fiscalização e acompanhamento** dos casos, conforme aponta a ativista.

Ativista Denuncia Falta de Fiscalização e Isolamento do Movimento Feminista

Amelinha Teles defende a necessidade de um **serviço qualificado e com pessoal capacitado** para atender e acompanhar cada caso de violência contra a mulher. Ela ressalta que a falta de estrutura e de profissionais qualificados nos serviços públicos tem levado as mulheres a sentirem medo de procurar ajuda, contribuindo para o **sucateamento do atendimento**.

A jornalista também denunciou o que considera um **isolamento do movimento feminista por parte do poder público** no combate à violência de gênero. Para ela, essa situação reflete uma **falta de democracia** no estado e na cidade. Amelinha frisou a importância de ouvir a sociedade civil organizada, como ocorrido na audiência, para buscar soluções efetivas e **garantir que as mulheres possam, de fato, exercer seu direito de ir e vir com segurança**.

Governo de São Paulo é Procurado para Posicionamento

A Agência Brasil buscou o posicionamento do governo de São Paulo sobre as denúncias e os dados apresentados, mas **não obteve retorno** até o fechamento desta reportagem. A expectativa é que o governo se manifeste sobre as medidas que serão tomadas para **combater o feminicídio e garantir a proteção das mulheres** no estado, diante do cenário alarmante relatado por Amelinha Teles e outros especialistas.

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